não sou má pessoa, não tenho que viver com isto.
não sou má pessoa, não me tens de convencer disso.
não sou má pessoa, não tens de me culpar.
não sou má pessoa, não tens de fazer isso.
não sou um ser insensível, não me podes fazer sentir assim.
não sou de ferro, não podes estar sempre presente.
não sou imortal, não me podes continuar a consumir assim.
sou humana, trata-me como tal.
não mereço, vai-te embora.
sinto-me cansada, e sinto que o cansaço se está a apoderar da minha mente. perco o controlo com tanta facilidade. é uma pena.
sinto-me esgotada tanto física como psicologicamente. e questiono-me se o que escrevo faz sentido a alguém.
sinto que o cansaço me tirou a liberdade de agir, de pensar, de falar.
o pior do cansaço, é que torna tudo mau. principalmente para uma pessoa com dificuldades em deitar a cabeça na almofada e cair num sono profundo, assim gostava eu que fosse, mas tal não acontece.
penso demasiado, e talvez seja esse o meu pior mal.
o cansaço faz-me ficar mais tempo acordada. penso que o cansaço é o meu pior inimigo.
sinto-me também desmotivada, para tudo o que implica um pouco mais de rigor e trabalho.
gostava de ser como as pessoas que vejo no meu quotidiano. a verdade é, quanto mais observo os seres que me rodeiam, mais deslocada da sociedade me sinto.
sinto-me uma num milhão.
era mais fácil, se eu me conseguisse integrar e fosse assim, igual aos que a mim me rodeiam, dia após dia.
sinto-me continuamente cansada, por vezes, durmo o quanto baste, e mesmo assim, o cansaço permanece.
uma fadiga, uma desmotivação diária. rotinas não são para mim, nunca foram. se ao menos tivesse a coragem de a quebrar.
hoje sinto-me especialmente cansada.
também pelo facto de estar mais entristecida.
penso que um dos fatores do meu cansaço se deve ao facto de todos os dias sorrir para quem não quero, e passar o dia inteiro a ignorar o que me perturba, é claro que isso cansa.
a melhor parte do dia por vezes é tão pequena e passa tão depressa.
estas 4ªs feiras tornam-se penosas, a meu ver.
catarina valentim.
Não queiras para ti a futilidade e a ignorância de muitos dos que nos rodeiam. Deseja, sim, a sabedoria daqueles que pela confusão iniciaram um enorme caminho de busca de si próprios, de busca de um maior conhecimento de tudo o que os rodeia.
ResponderEliminarNão te queiras mudar por parecer mais fácil ou por te sentires diferente. Ignorantes são aqueles que julgam que a diferença é algo de errado!
Não digo que te afastes da sociedade! É certo e sabido que a nossa existência se apoia fortemente na relação com os outros. Será sempre um caminho, de certa forma, solitário. Mas não és apenas "uma num milhão". Mais como tu se cruzaram contigo pelo caminho, outros terás de encontrar ao buscar os meios sociais em que te poderás sentir integrada.
No final do caminho sentirás que viveste verdadeiramente, que não passaste por este mundo ignorando tudo o que se passava à tua volta. Terás sentido toda uma panóplia de emoções, terás buscado o sentido daquilo que parecia inexplicável (e que assim poderá ter continuado!), terás conhecido pessoas de todos os géneros, terás viajado e conhecido diferentes realidades, diferentes formas de ver o mundo, terás completado o teu ser com todo o género de experiências, ou pelo menos terás feito o que estava ao teu alcance. Terás vivido coisas que muitos não compreenderão. Sentir-te-ás especial por seres diferente.