quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

adeus tristeza, vai-te.

ora bem, chega.
tiraste-me a inspiração, tiraste-me a vontade de ser o que sempre quis ser, tiraste-me o controlo dos meus pensamentos, tiraste-me sanidade, fazes-me pensar no que jamais quererei fazer.
chega, já não tens lugar aqui, dentro de mim.
chega, eu voltarei a ser quem sempre fui, aqui não quero que fiques mais, já aqui estás a demasiado tempo, não concordas?
eu já passei o quanto baste, não preciso de ti aqui, nunca precisei.
quero que hoje seja o dia do adeus, quero que hoje me deixes, e que abandones o lugar negro que criaste aqui dentro de mim.
não preciso que me dês mais lágrimas do que àquelas que a vida por si me vai dando.
não preciso que me dês o desespero que me tens dado.
não preciso de estar sempre a recordar momentos que por si me consomem e causam um conflito quase sufocante dentro de mim.
hoje cansei-me de tudo o que diariamente me fazes passar.
hoje cansei-me, e quero fazer com que te vás, de vez.
chega, a tua presença na minha vida, já teve danos suficientes, já percebi.
já entendi, já aprendi, já chorei, já me consumiste o quanto baste.
seguirei em frente, e tomarei a vida que tomava, antes de teres chegado e teres tirado as poucas cores que a minha vida tinha.
já não estou disposta a ter aquelas noites de horror, não estou disposta a que controles os meus pensamentos.
aprendi a minha lição, e é aqui, hoje e agora que me despeço.
dizendo-te que que a tua presença na minha vida terminou.
não posso viver mais no desespero que me proporcionas, transformaste-me, e tirarei proveito disso.
tinha que mudar, e aí chegaste, e assim foi, mudei, agora podes partir, o teu papel aqui, comigo, chegou ao fim.


obrigada pela presença de tantos longos meses, por favor deixa-me agora viver comigo, deixa-me estar bem comigo, o conflito interior tem de terminar.


catarina valentim.

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