Eu sinto-me tao deslocada desta sociedade capitalista. Cada um olha para o seu umbigo, cada um olha para si, e os outros que se lixem.
Nunca pensei nas coisas desta maneira à uns anos. Talvez porque me sentisse segura e agora não.
Estou nunca posição em que tenho que me voltar a questionar, faz parte.
E sinto falta, dos momentos em que sentir não me fazia questionar a realidade das coisas.
Hoje em dia sinto tudo, e tudo sinto. E tenho que voltar a questionar o mundo em que vivo.
Tudo me faz espécie. Tudo me incomoda. Todas as mentiras são devoradas pelo meu demónio interior, que me ajuda a cooperar a lidar, despois de renascer das cinzas, eu voltei. Voltei a questionar o porque de o mundo ser assim, de as relações serem temporárias, e o amor, ser trivial. Eu sacrifico o meu eu, para não me sentir tão deslocada.
Infelizmente, tenho que lidar com este mudo supérfluo, tenho que lidar com isto, tenho que lidar com este sentimento de deslocamento, mas ao mesmo tempo acordado, e bem fiel aos meus valores.
Não quero nada disto, quero recuperar o amor, e ser quem um dia fui.
Quero ser, quem um dia fui sem me sentir como se a modos, não pertencesse.
Não quero sofrer, quero ser quem sou sem partilhar esta dor, será que haverá quem sofra como eu?
Será que voltarei a ser feliz depois deste acordar?
Será que mereço?
Depois de tudo de mal que já fiz?
Tudo o que quero é pertencer a algo superior a mim mesma.
Mas depois de tudo. Tudo o que quero é paz, harmonia e serenidade.
Sem comentários:
Enviar um comentário