terça-feira, 30 de agosto de 2011

suicide.

todos sabemos o que é, aquela sensação de vazio, de tristeza, de preocupação.
sabem aquele sentimento de impotência? vocês quererem mudar o vosso pensamento, mudar os vossos sentimentos, e isso não resultar?
só de pensar que neste momento alguém está a acabar com a própria vida.
quantos de nós nunca pensaram em fazê-lo?
quantos de nós nunca pensaram que estar aqui, ou não, seria exactamente a mesma coisa?
quantos de nós nunca pensaram em fugir, e começar tudo num sitio novo, sem ser reconhecido por ninguém?
quantos de nós já pensaram em mudar, por não se sentirem bons o suficiente?
quantos de nós já se sentiram excluídos, por serem diferentes, e todos acharem isso estranho?
quantos de nós já se sentiram na obrigação de agradar tudo e todos, para não terem de levar com criticas ou julgamentos?
quantos de nós já sentiram medo de estarem sozinhos? quantos de nós já se sentiram sozinhos, com imensa gente à volta?
quantos de nós já fizeram algo que nunca quiserem contar a ninguém por acharem que nunca iriam ser compreendidos?
quantos de nós já quiseram uma cara, ou um corpo novo, por não se sentirem satisfeitos com os mesmos?
no fundo, quase toda a gente já teve um pensamento semelhante.
o que no fundo interessa é o pensamento que permanece, o pensamento chamado "certo".
o que no fundo interessa é o que vocês sabem de vocês mesmos.
todos sabem que iram sempre existir pessoas que não vão gostar de nós, ou do nosso aspecto, ou da nossa personalidade, ou das coisas que fazemos, irá sempre haver alguém que irá criticar, que irá julgar.
não podemos agradar a toda a gente, nunca iremos ser perfeitos.
mas o que interessa é o que somos, e as nossas características, que por mais imperfeitas que sejam, fazem aquilo que nós somos, e ninguém se deveria sentir mal por isso, porque a individualidade é algo tão único.
para que sermos iguais? se na verdade temos imensas coisas que fazem de nós seres diferentes, mas ser diferente não significa ser "pior" ou ser "mau", ser diferente significa alguém ser ele próprio sem qualquer problema, sem qualquer tabu, ser diferente devia ser algo bonito, algo espectacular.
e todos sabemos que temos alguém que nos ama, ou que se preocupa connosco, no fundo sabemos que não estamos sozinhos.
quando pensamos em acabar com tudo, devíamos também pensar nas pessoas que iríamos deixar para trás, e pensar não só no nosso sofrimento e na nossa dor, mas também no sofrimento e dor e iríamos infligir aos que realmente gostam de nós.
a vida não é só preto e branco, a vida tem mais cor para além dos básicos, a vida tem sempre algo de positivo.
e não, a vida não nos facilita nada, nem nunca vai facilitar, por isso já todos devemos estar preparados para tudo, pois num momento estamos bem, como noutro mal.
nunca ninguém está inteiramente feliz, à altos e baixos, o importante é passarmos por cima disso tudo, e continuarmos a sorrir.
porque existem coisas bem piores no mundo, problemas muito maiores, e desaparecer nunca será uma opção, encarar os problemas sim, encarar de frente com força e determinação, sim.
aceitar as consequências dos nossos actos, e aceitar o que fizemos.
não existe nenhuma borracha na vida, portanto, tudo o que fazemos está feito.
sabemos que iram sempre haver pessoas a julgarem o nosso passado, a julgarem os erros cometidos, a julgarem o que um dia foi feito.
iram sempre haver pessoas que iram adicionar algo novo, àquilo que realmente aconteceu.
no fundo, se nos estivermos sempre a preocupar com o que as pessoas pensam, nunca conseguiremos ultrapassar nada.
se o que as pessoas pensam será sempre o problema maior, nunca seremos independentes o suficiente para seguir em frente.

errar, faz parte.
viver, é relativo.
morrer, é certo.


catarina valentim.

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