pois bem, hoje sinto que tudo está contra mim, podia ter vergonha de o dizer, mas vergonha porque? sinto e acabou!
hoje sinto-me revoltada comigo mesma, qual é o problema nisso? nenhum, sinto e pronto!
hoje sinto-me cansada, com poucas horas de sono em cima, porque? porque não dormi.
e perguntam-me então o que estou eu aqui a fazer, se estou tão cansada, tão revoltada?
estou aqui para o escrever, ESTOU CANSADA E REVOLTADA. estou, e apetece-me dizê-lo, porque nada mo impede de dizer.
pois, há dias assim, dias maus, dias péssimos, dias em que só nos apetece dizer asneiras, e porque não? MERDA! o meu dia foi uma MERDA.
disse, digo, e nunca escondo o que sinto.
ao mesmo tempo sinto uma pequena tristeza... se calhar dizer pequena e estar a exagerar. pois bem, uma grande tristeza. tristeza, do meu dia, e dos meus dias maus.
este sentimento de revolta está a dar cabo de toda a minha cabeça, apetece-me gritar, apetece-me sair a rua e gritar, apenas gritar, um grande, alto e logo "AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!", libertar esta revolta dentro de mim.
dizem que os revoltados são ignorantes, pois eu só tenho algo a dizer, ignorante foi quem disse tais palavras.
os ignorantes são felizes, porque não sabem na merda onde vivem, os revoltados são revoltados porque SABEM, porque sentem, porque querem e não podem!
mas isso e irrelevante.
sou estranha, sou. e sabem que mais? ainda bem! ainda bem que não sou apenas um ser banal, que vive e segue tudo o que os outros seguem.
eu sigo aquilo que EU quero seguir, eu digo aquilo que EU quero dizer, a normalidade dá-me voltas ao estômago, a banalidade desinteressa-me.
eu não quero mudar a minha cabeça, não quero pensar como todos pensam, quero pensar por mim, quero ir além do que aquilo que está estipulado.
não, não quero mudar o mundo. porque o mundo está perdido, mas felizmente não me perdi nele.
não, não quero mudar as pessoas, porque felizmente sei que não sou a única estranha, a única revoltada que anda por aí.
uma pequena coisa que me faz rir com ironia! que os seres que são todos iguais tenham a moral para falarem dos que são diferentes. aceitem quem é diferente.
eu tive um dia mau, um dia que me deixou de rastos, mas eu, eu vivo, eu sinto, eu não vivo por viver, e apesar de ter tido um dia de MERDA, eu continuo a dar valor a vida que tenho.
repito não vivo por viver.
pedaço de uma pequena revolta,
catarina valentim
obrigada catarina, é bom saber que alguns dos meus textos embora pessoais possam ter esse efeito nas pessoas.
ResponderEliminardigo-te já que os teus textos também por vezes me arrepiam a espinha, tu escreves de uma forma super natural e eu identifico-me sempre com aquilo que escreves mesmo que tambem seja muito pessoal para ti.
obrigada e eu sei que apesar de tudo ainda posso contar contigo, digo o mesmo para ti, sempre.
<3