sexta-feira, 26 de novembro de 2010

is that the real thing?

falando da existência... quantas vezes já desejei mais que tudo, desaparecer, deixar de existir, e só voltar a aparecer passado umas horas, ou uns dias, ou desaparecer definitivamente.
por vezes penso, e pergunto-me o que estou aqui fazer, para que é que eu sirvo, para que é que eu nasci, entre outras perguntas existências.
claro que sao perguntas retóricas, pois nós apenas as perguntamos mas sinceramente não esperamos resposta nenhuma, pois nao existem respostas a perguntas desse tipo.
e foi ai, que decidi acabar com as perguntas existenciais da minha cabeça, e quando sinto que elas estão a chegar, pego na minha mala, e saio de casa. para onde? vou para um sitio que me faça feliz, que traga algum tipo de sentido à minha vida, entro no comboio, e só paro na ultima paragem, rossio. e vou até Lisboa, e vagueio por lá, pois lá sinto que estou bem, lá sinto-me integrada, pois lá vê-se de tudo. lá sinto que estou num mundo à parte, para muitos isto não passa de uma estupidez, mas é o que eu penso, e o que sinto.
não é nesta já considerada cidade onde vivo que consigo sair à rua com uma real vontade de sair, nao é nesta considerada cidade que saio à rua com um sorriso na cara, é nesta considerada cidade que saio de casa com um sorriso, chego a rua e esse sorriso fica sem expressão, desaparece. não é com gosto de saio de casa e nao gosto do que está a minha volta, nao sinto vontade de sair de casa, não sozinha.
pois é esta considerada cidade que me deprime dia após dia, que me faz chegar a casa, e me faz perguntar aquilo tudo, aquelas perguntas retóricas, aquilo que me faz ir abaixo.
quando falo nesta já considerada cidade, falo nas pessoas que vivem nela, pois por vezes afirmo, que muitas pessoas vivem por viver, vivem sem prazer, sem objectivos, sem amor próprio, e só respiram porque assim tem que ser.
nao julgo, ou critico essas pessoas, mas todos nós devemos ter objectivos, algo em que possamos acreditar, algo nosso, algo único e original.


catarina valentim.

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