quarta-feira, 19 de outubro de 2022

heartbreak

Escrevo isto com lagrimas a escorrerem-me pelo rosto, e com a música certa para escorrerem com mais intensidade. 

Existe toda uma nova pessoa a invadir-me o corpo, por isso, tudo sinto. 

Antes, nada me atingia, nada sentia, e agora tudo sinto, e choro. 
Até me custa descrever o que me vai no coração, apenas sei que ele está partido, não foi por um motivo, foram vários, e tudo de uma vez só. Tive dois anos anestesiada, e agora as emoções vieram todas de uma vez só, entre desgostos e desilusões, a arrependimentos passados. 
Costuma-se dizer que uma desgraça nunca vem só, e isso realmente adequa-se a mim. 
Nada exagerado, mas para mim neste momento sensível da minha vida, é "a lot".

Acredito na lei do retorno, quando tive anestesiada magoei muita gente, iludi muita gente, trai, fui insensível. E agora estou a sentir algumas dessas coisas, "what goes around, comes back around".

Doí ser magoada, ser traída, ser iludida. 
Dor, magoa, ressentimento, tristeza... Se eu estava bem sem as sentir? Sim.
Se eu vou voltar atrás nesta jornada linda que é a vida, só para andar feita zombie? Não.
Vou aprender a lidar, ganhar mecanismos de defesa, estratégias... Se calhar sou hiper sensivel, so what? Let it be, com ajuda de quem me quer bem e me ama, eu sei que chego lá, e que vou ganhar forças para enfrentar os dissabores que me vão chegando.

 Se agora não como porque o nó no estomago não deixa? Sim. 
Mas o nó vai desaparecer com o tempo. É só preciso paciência. As tempestades passam.
Enquanto isso, choro sempre que sentir que devo chorar, e crio muralhas bem altas para não me magoar mais. Ou tentar pelo menos.

Até lá, continuo a viver, chorando ou sorrindo, faz tudo parte da vida. Aliás, é o que faz a vida ser bonita. Com as desilusões vêm experiências. E assim aprendemos.

Não desistam, melhores dias estão para vir. 


be kind.

domingo, 18 de setembro de 2022

adeus tristeza

 Já faz um bom tempo que aqui venho. Que senti inspiração para aqui vir. 

A vida corre, e quando damos por nós, já se passaram meses.
Eu escolhi, à meses atrás, dizer adeus à tristeza, disse escolhi, pois foi mesmo uma escolha.
Após anos de depressão e desiquilíbrio, eu disse "BASTA", e fiz tudo o que pude para sair do buraco.
Existe uma musica que diz "hoje toquei num avião, sem tirar os pés do chão", sinto que foi o que fiz, eu consegui, e neste momento sinto-me nas nuvens.

Não porque a minha vida é perfeita, mas porque neste momento tudo é melhor do que um dia foi, e por isso vivo com muita gratidão no coração. 

Nada é para sempre e sei que vou ter que lidar com muitos dissabores, mas estou a construir as bases para saber lidar com isso, estou num processo de evolução super gratificante e emocionante.

Claro que vão sempre existir pessoas ao longo da minha jornada que vão duvidar de mim, mas até com isso posso eu bem. Porque estou a aprender a confiar em mim, e nas minhas capacidades.

Não tomo nada por garantido, e estou numa descoberta incrível, e isso para mim chega.


viver

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

do i wanna know?

 Incrível como a vida num momento está um buraco negro do qual achamos que não iremos conseguir sair, e noutro tudo faz sentido, e a luz começa a aparecer e lentamente começamos a rastejar fora desse buraco, e voltamos ao mundo real.

Isto não só é incrível, como é inspirador.

Eu juro que pensava que a depressão, a falta de vontade de viver, e a escuridão nunca me iriam abandonar, pensava que estava destinada a viver nas trevas, nesse buraco, escuro, húmido, frio.
Afinal existe vida para além disso. É possível sair desse registo preto e branco, e viver num mundo a cores.

Quem diria, que eu poderia encontrar paz. Atenção, não vivo no país das maravilhas, tenho os meus momentos, mas consigo sair deles, e voltar a viver.

Ser um ser humano com falhas, perfeitamente imperfeito.

A vida é feita de falhas também, não acertamos tudo a primeira, por vezes é mesmo só tentativa e erro.


Feliz, por estar feliz.

The best i've ever had.

domingo, 26 de setembro de 2021

Start over

Estou como se acordasse de um sonho. Tudo aconteceu, e é como se eu tivesse a olhar para mim e a gritar "PARA!". Mas em vão. Não sei como deixei que as coisas chegassem a este ponto, agora dou por mim a viver as consequências. Combinando com a dor que causei e sinto. Finalmente sou eu de novo, mas e o que fiz? Isso não foi um sonho, foi realidade, não foi um sonho, tanto que agora tenho que viver com o que fiz. E não é fácil, porque sinto e sei que aquela realidade não era minha, e aquela pessoa não era eu. Agora sou eu. Agora sinto-me eu. 
Mas tudo o que eu fiz fica para as pessoas sofrerem. E eu sofrer.
Tanto sofrimento que eu causei, por nada, nada que mereça sequer ser mencionado.

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

up all night

Ás vezes não sei o que escrever, ou porquê que ainda me dou ao trabalho de o fazer.
Eu adoro escrever nem é isso que está em causa. 
Começou tudo como um escape, de tudo o que se passava à minha volta, quando comecei a escrever nem o sabia fazer direito, a essência estava lá, mas os erros ortográficos eram tantos, que até me provocam vergonha alheia ainda aos dias de hoje. Não sou nem de perto nem de longe profissional, nem entendo de tudo o que a escrita envolve, nem me considero escritora, apesar de ter rascunhos de romances em pastas pelo meu computador. 
Para mim escrever é uma terapia, sou tudo menos agressiva, e nem sempre tenho como expressar os meus sentimentos mais escuros, e pela escrita consigo deitar tudo cá para fora, sem confrontar ninguém, sem mandar indirectas, apenas e só a desabafar, "deitar cá para fora". 
Sou muito emocional  e por isso também me ajuda a manter as minhas emoções sob controle.
Isto tudo... Tanto blá blá blá antes de começar um texto, porque isso mesmo, porque hoje me sinto mais emocional que ontem, porque ontem estive extremamente "lá em cima", super entusiasmada, cheia de energia, e hoje não. Hoje estou pensativa, carente, drenada psicologicamente, basicamente.
Estou num ponto da minha vida que sinto que quero mais, mas também não sei ao certo o quê,.
Por isso venho aqui. E espero que a inspiração venha. 

the end

 Eu sinto-me  tao deslocada desta sociedade capitalista. Cada um olha para o seu umbigo, cada um olha para si, e os outros que se lixem.

Nunca pensei nas coisas desta maneira à uns anos. Talvez porque me sentisse segura e agora não.

Estou nunca posição em que tenho que me voltar a questionar, faz parte.

E sinto falta, dos momentos em que sentir não me fazia questionar a  realidade das coisas.

Hoje em dia sinto tudo, e tudo sinto. E tenho que voltar a questionar o mundo em que vivo.

Tudo me faz espécie. Tudo me incomoda. Todas as mentiras são devoradas pelo meu demónio interior, que me ajuda a cooperar a lidar, despois de renascer das cinzas, eu voltei. Voltei a questionar o porque de o mundo ser assim, de as relações serem temporárias, e o amor, ser  trivial. Eu sacrifico o meu eu, para não me sentir tão deslocada.

Infelizmente, tenho que lidar com este mudo supérfluo,  tenho que lidar com isto, tenho que lidar com este sentimento de deslocamento, mas ao mesmo tempo acordado, e bem fiel aos meus valores.

Não quero nada disto, quero recuperar o amor, e ser quem um dia fui.

Quero ser, quem um dia fui sem  me sentir como se a modos, não pertencesse. 

Não quero sofrer, quero ser quem sou sem partilhar esta dor, será que haverá quem sofra como eu?

Será que voltarei a ser feliz depois deste acordar?

Será que mereço?

Depois de tudo de mal que já fiz?

Tudo o que quero é pertencer a algo superior a mim mesma.

Mas depois de tudo. Tudo o que quero é paz, harmonia e serenidade.

domingo, 22 de setembro de 2019

sirens

Ás vezes fico presa dentro da minha cabeça, entre uns pensamentos e outros. Sem capacidade para gerir tudo o que me vai passando por lá.
Vontades, desejos, frustrações, medos e arrependimentos. E fico logo cheia de vontade de mudar umas quantas coisas, assim que acordar, ou assim que sair de casa.
Porque este mundo, da maneira como está, cada vez me assusta mais. A falta de informação, e a falta de querer mudar que existe por aí é extremamente preocupante.
O mundo, o nosso mundo, está a morrer, por nossa causa, uma mão cheia de nós faz alguma coisa, o resto nada faz, tudo piora, nada quer saber, e quando confrontados com factos científicos pouco se importam, não é com eles, o mais provável é eles ainda viverem neste mundo até ao fim das suas vidas, sem sequer se preocuparem nos que vêm depois deles. Dos seus filhos, netos, bisnetos (...).
Para eles pouco importa, porque não é nada com eles, apesar de ser, porque o sangue deles corre nas veias das gerações futuras, mas isso nem sequer lhes passa pela cabeça.
A sociedade parece uma bateria, e está completamente viciada. Os pensamentos, os maneirismos, tudo. Fisicamente parecemos fotocopias uns dos outros, e quem ousa ser diferente é olhado de lado, quem ousa pensar de forma diferente é alienado.
Como é suposto sermos seres individuais, se a sociedade nos quer todos iguais? Estarão a formar um exercito de robôs para lutar com os que querem mudar o mundo?
Sim, a agropecuária é a principal causa do aquecimento global e é por causa dela que a Amazónia está a morrer.
Logo a seguir vem o petróleo, e logo a seguir a moda.
Tudo coisas muito fáceis de resolver, mas não. O dinheiro não deixa. São das 3 coisas que mais dinheiro dão aos que estão bem a cima de nós a fazer de nós marionetas, e nós a trabalharmos para eles, pois claro, se fosse tão fácil arranjar trabalho todas as pessoas fariam aquilo que gostam. Mas isso nem sequer pode ser uma opção. Porque senão, eles não teriam ninguém a trabalhar para eles ficarem mais ricos, enquanto nós vivemos para sobreviver.


Sejam, conscientes, tenham compaixão. sejamos unidos.
Por um mundo melhor,
para o planeta recuperar.